Premiê israelense pode ser investigado por corrupção

A Procuradoria do Estado israelense está analisando alegações de que o primeiro-ministro, Ehud Olmert, teria recebido propina quando era ministro das Finanças em 2005. Olmert teria utilizado seu cargo para beneficiar amigos interessados na compra do banco Leumi, que estava sendo privatizado."Neste ponto, nenhuma decisão foi tomada, não há procedimento criminal e a polícia não está envolvida nesta questão", esclareceu ontem um porta-voz do Ministério da Justiça israelense.Mas segundo o jornal Ha´aretz, internamente os procuradores opinam que uma investigação criminal contra o primeiro-ministro deve ser aberta "sem delongas".Ehud Olmert, que ocupa o cargo de primeiro-ministro desde o derrame cerebral do ex-líder Ariel Sharon, nega as acusações. Favorecimento As acusações foram publicadas na semana passada pelo site de notícias israelense News First Class. Uma matéria do jornalista Yoav Yitzhak acusou Olmert de intervir em favor de amigos interessados na compra do banco Leumi. Um deles, o empresário Daniel Abrams, contribuiu para a campanha de Olmert à prefeitura de Jerusalém.Outro, o empresário australiano judeu Frank Louis, estava sendo representado durante o processo de compra pelo escritório de advocacia em que trabalhava o cunhado do atual primeiro-ministro, escreveu Yitzhak.Outras reportagens publicadas na imprensa israelense acusam Olmert de receber propinas para favorecer empresas de conhecidos em processos públicos de concorrência. Crise As alegações aparecem em um momento em que o primeiro-ministro tenta conter dissidências dentro de sua coalizão de governo.O partido trabalhista ameaça deixar a aliança desde que Avigdor Lieberman, líder do partido de extrema direita Yisrael Beitenu, foi designado para o cargo de ministro de Assuntos Estratégicos.Mas segundo o Jerusalem Post, o líder dos trabalhistas, Amir Peretz, deve confirmar que o partido permanecerá no governo.Outras lideranças do governo israelense também estão sendo investigadas. O presidente do país, Moshe Katsav, enfrenta - e nega - alegações de assédio sexual e estupro, enquanto os ex-ministros da Justiça, Haim Ramon, e do Meio Ambiente, Tzahi Hanegbi, são acusados de má conduta.Todos negam ter cometido qualquer ato errado.

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