REUTERS/Toru Hanai
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Premiê japonês condena assassinato 'revoltante' de piloto jordaniano

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse nesta quarta-feira que está profundamente irritado com a morte “revoltante” do piloto jordaniano que aparentemente foi queimado até a morte por militantes do Estado Islâmico, e repetiu que o Japão não vai se render ao terrorismo.

REUTERS

04 de fevereiro de 2015 | 09h33

Os militantes divulgaram um vídeo, na terça-feira, aparentemente mostrando o piloto capturado sendo queimado vivo dentro de uma jaula.

“Eu sinto uma intensa raiva e ofensa ao ouvir que o piloto Mouath Al-Kasaesbeh foi horrivelmente queimado”, disse Abe ao Parlamento.

O Japão ficou de luto por seus próprios cidadãos mortos por militantes nos últimos dias. Os militantes disseram no domingo que decapitaram o jornalista japonês Kenji Goto, após o fracasso nos esforços internacionais em cooperação com a Jordânia para garantir a liberdade em uma troca de prisioneiros. O grupo militante assassinou outro refém japonês, Haruna Yukawa, uma semana antes.

“O Japão não vai se curvar ao terrorismo. Eu vou cumprir meus compromissos de combater o terrorismo, trabalhando com a comunidade internacional e expandindo a ajuda humanitária”, disse Abe.

O premiê japonês defende o discurso que fez no último mês no Cairo, no qual ofereceu 200 milhões de dólares em ajuda não militar para países opositores ao Estado Islâmico.

“Nós temos que garantir a paz e estabilidade da região da Ásia-Pacífico, assim como do mundo, para defender a paz e segurança do nosso país”, acrescentou Abe.

(Reportagem de Kaori Kaneko e Kiyoshi Takenaka)

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