Premiê japonês demite 5 ministros em busca de apoio a plano fiscal

O primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, substituiu cinco ministros nesta segunda-feira esperando abrir caminho para um acordo com a oposição para dobrar o imposto sobre vendas, após um descontentamento com o projeto no partido do governo.

STANLEY WHITE, REUTERS

04 de junho de 2012 | 08h24

Ao demitir os ministros, que foram criticados pela oposição por sua atuação em diferentes áreas, Noda espera convencer o maior partido opositor, o Partido Liberal Democrático (LDP), a dar apoio ao pacote fiscal que inclui o aumento nos impostos sobre vendas.

Ele precisa do apoio da oposição para aprovar o projeto no Parlamento.

O aumento no imposto sobre vendas, que passaria a ser de 10 por cento até 2015 antes os 5 por cento atuais, é visto como um esforço fundamental para reduzir a crescente dívida pública japonesa.

A dívida supera o valor de dois anos de produção econômica do país, a maior entre as nações industrializadas, e a agência de classificação de risco Fitch cortou no mês passado o rating da dívida do Japão, afirmando que o impasse político prejudicava as chances de o país conseguir controlar sua dívida.

"Essa mudança é para fortalecer o gabinete e garantir que o governo possa fazer progressos em várias políticas diferentes, incluindo as reformas fiscal e previdenciária", disse Noda em entrevista coletiva.

"Não posso permitir que esse projeto seja derrotado. Vou fazer o meu máximo para garantir que seja aprovado."

Noda substituiu os ministros da Defesa, do Transporte, dos Bancos, da Agricultura e da Justiça.

(Reportagem adicional de Rie Ishiguro)

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