Premiê japonês fica no cargo mesmo após derrota eleitoral

Governistas perderam maioria no Senado, mas ainda controlam a poderosa Câmara dos Deputados

LINDA SIEG, REUTERS

29 Julho 2007 | 15h27

O bloco conservador do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, sofreu uma derrota devastadora nas eleições para o Senado neste domingo, 29, mas o premiê de 52 anos disse que pretende continuar no cargo."Estou determinado a cumprir minhas promessas, apesar de a situação ser grave", declarou um abatido Abe, depois de admitir ser responsável pela grande derrota. "Precisamos restaurar a confiança da população no país e no governo."Irritados com uma série de escândalos do governo e problemas com arquivos da Previdência, os eleitores acabaram com a maioria da coalizão de Abe no Senado. Foi o primeiro teste eleitoral desde que ele assumiu a posição, há 10 meses.A coalizão de Abe não será retirada do governo com a perda no Senado, já que tem grande maioria na Câmara dos Deputados, mais poderosa e responsável por eleger premiês.Mas, com a importante legenda de oposição, o Partido Democrático do Japão, a caminho de se tornar a maior no Senado, será mais difícil aprovar leis, o que pode gerar impasse político."Temos que debater temas com o Partido Democrático no Senado e ouvi-los quando for necessário", disse Abe.A rede pública NHK disse que as pesquisas indicam que o Partido Liberal Democrático (PLD), de Abe, e seu parceiro Novo Komeito terão entre 39 e 55 assentos -- bem abaixo dos 64 necessários para manter sua maioria no Senado, onde metade das 242 vagas seriam renovadas.

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