Koji Sasahara/AP
Koji Sasahara/AP

Premiê japonês pede calma após aumento do nível de gravidade da crise

Em discurso na TV, Naoto Kan pediu que população siga focada na recuperação dos desastres

estadão.com.br,

12 de abril de 2011 | 07h43

TÓQUIO - O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, pediu à população que não entre em pânico, após o governo aumentar o nível de gravidade da crise nuclear no país para o nível máximo. Nesta terça-feira, 12, em um discurso televisionado, Kan pediu que as pessoas continuem focadas na recuperação dos desastres.

 

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Segundo o primeiro-ministro, a situação na usina de Fukushima está se estabilizando "passo a passo", porém ainda está em uma fase em que não é possível "baixar a guarda". O nível mais alto para acidentes nucleares, sete, só havia sido usado anteriormente durante o desastre de Chernobyl, em 1986.

Um novo tremor de magnitude 6,3 pôde ser sentido no leste do Japão nesta terça-feira,  o segundo em apenas dois dias. O Aeroporto Internacional de Narita fechou suas pistas temporariamente e os serviços de trem e metrô foram interrompidos, na capital, Tóquio.

Os tremores secundários acontecem um mês depois que um violento terremoto e um tsunami atingiram o país, deixando quase 28 mil pessoas mortas ou desaparecidas.

Em uma entrevista coletiva, Naoto Kan também pediu aos japoneses que retomem sua rotina após o terremoto e que se inspirem na dura experiência dos anos posteriores a Segunda Guerra Mundial, quando o país também teve que ser reconstruído. O primeiro-ministro lembrou que após a derrota na guerra, o país se levantou das cinzas e tornou-se a segunda maior economia mundial, posto que manteve entre 1968 até 2010, quando foi superado pela China.

Um mês depois do terremoto e tsunami que causou ao menos 13.228 mortes e deixa 14.529 pessoas desaparecidas, Kan acredita que este seja o momento da população japonesa seguir a vida normal.

Ele também pediu que os japoneses consumam produtos das zonas afetadas pelo desastre, "como forma de mostrar solidariedade com os mais afetados pela catástrofe", ponderou Kan. O primeiro-ministro acredita que a reconstrução do país após o terremoto e tsunami não deve ser feita apenas para restaurar a situação anterior, mas para criar um novo futuro.

 

Com Efe e AP

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