Premiê japonês pode dissolver parlamento e convocar pleito

Yasuo Fukuda quer que o Congresso passe a lei Antiterrorista

Efe

11 de novembro de 2007 | 06h29

O primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, pode dissolver a Câmara Baixa e convocar eleições antecipadas caso não seja aprovada sua Lei Antiterrorista, afirmou neste domingo o secretário-geral do governamental Partido Liberal-Democrata (PLD), Bummei Ibuki. Durante um programa dominical da rede de televisão "NHK", Ibuki indicou que também pode ser necessário dissolver a Câmara Baixa caso a oposição do Partido Democrático (PD) aprove uma moção de censura contra Fukuda, nomeado no final de setembro. Em princípio, as eleições gerais devem acontecer no Japão em 2009, mas a cada vez maior pressão opositora, que ganhou o pleito ao Senado em julho, poderia desencadear uma antecipação, segundo muitosanalistas. Ibuki admitiu hoje que o Governo poderia se ver obrigado a convocar eleições antecipadas caso a Lei Antiterrorista não seja aprovada durante o atual período de sessões do Parlamento, informoua agência local "Kyodo".  "Uma das opções é tomar um decisão crucial", disse o secretário-geral do governamental PLD, em alusão a uma possível dissolução da Câmara Baixa.   A atual sessão do Parlamento expira no dia 15 de dezembro,período no qual o Governo japonês espera poder aprovar a nova Lei Antiterrorista, o faria autorizaria suas forças de Autodefesa a continuar prestando apoio logístico aos militares dos Estados Unidosno Afeganistão. A rejeição da oposição deixou no limbo a operação logística japonesa, pois a lei que a autorizava expirou no dia 1º de novembro sem que fosse prorrogada pelo parlamento. Após seis anos de colaboração, os navios japoneses suspenderam as tarefas de fornecimento de combustível aos navios dos EUA.     O governo elaborou uma nova Lei Antiterrorista que será votadaamanhã na Câmara Baixa, onde o PLD tem clara maioria, mas no Senado o previsível é que seja derrubada. No entanto, a norma poderia ser aprovada antes de 15 de dezembro, pois em caso dedivergências entre as duas Câmaras, a lei voltaria a ser votada na Baixa, onde seria respaldada pelo apoio majoritário dopartido no poder.

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