Premiê japonês tenta impulsionar laços econômicos com Seul

O primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, começou uma visita a Coréia do Sul neste domingo que deve focar na construção de vínculos econômicos e esclarecer impasses à medida que os dois países lutam contra a crise global financeira. Aso e o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, tem enfrentado uma queda em suas taxas de popularidade à medida que as perspectivas para as duas economias, dependentes das exportações, tem piorado. "Será muito mais efetivo para a Coréia de Sul trabalhar com o Japão em resposta ao potencial da China", disse Lee Myon-woo do Instituto Sejong. Uma possível barreira as conversações entre os dois líderes nesta segunda-feira tem como origem a animosidade na Coréia do Sul por conta das leis de colonização japonesas sobre a península coreana que vigoraram de 1910 a 1945. Manifestantes já promoveram alguns protestos em Seul, exigindo compensações por parte do Japão. Aso, que trouxe uma delegação de empresários para Seul, indicou que ira se concentrar nas conversas sobre laços comerciais. "Eu realmente acredito que o presidente e eu possamos construir uma relação bilateral que beneficiará os negócios dos dois países", disse Aso durante almoço de reunião com líderes sul-coreanos e japoneses. Em uma demonstração de como pode ser no futuro próximo, um jornal japonês informou que a montadora Toyota Motor Corp. deve usar aço fabricado pela sul-coreana POSCO em sua produção pela primeira vez para reduzir custos. Ambos os países estão sofrendo com a crise econômica global. A moeda sul-coreana tem sido desvalorizada por preocupações de que a quarta maior economia da Ásia esteja entre as mais vulneráveis a turbulência. O Japão, a segunda maior economia do mundo, entrou em recessão no trimestre de julho a setembro e analistas dizem que a o Produto Interno Bruto (PIB) do país deve ter registrado entre outubro a dezembro a maior contração em 34 anos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.