Premiê japonês visita EUA para reforçar aliança

O primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, iniciou neste domingo uma visita de três dias aos Estados Unidos, com o objetivo de pôr fim a um período de certo mal-estar na aliança entre os países. Noda é o primeiro chefe de governo japonês a ir para Washington somente para uma visita bilateral desde que seu partido de centro-esquerda assumiu o poder, em 2009.

AE, Agência Estado

29 de abril de 2012 | 21h18

Durante o encontro na Casa Branca, na segunda-feira, Noda deve conversar com o presidente norte-americano, Barack Obama, sobre a ampliação da cooperação entre os dois países no setor de defesa e sobre as tensões relacionadas à Coreia do Norte. Mas a visita também terá um componente simbólico muito forte, já que os dois países esperam mostrar que a relação Japão-EUA está novamente no caminho certo.

Na sexta-feira, os EUA e o Japão anunciaram um acordo para retirar 9 mil fuzileiros navais da ilha japonesa de Okinawa e enviá-los a Guam, numa tentativa de lidar com uma questão que é constantemente fonte de atritos entre os países. Okinawa abriga atualmente metade dos 47 mil soldados norte-americanos em território japonês.

Kurt Campbell, secretário de Estado assistente para a Ásia Oriental, disse que o acordo "acaba com um longo impasse relacionado a Okinawa e que tem contaminado as nossas políticas e obstruído os nossos sistemas."

O acordo, no entanto, preservou um elemento-chave de um plano firmado em 2006 pelos dois países: a construção de uma base aérea em uma área costeira mais tranquila de Okinawa. Os dois países esperavam que a mudança da localização da base aérea, que atualmente fica em uma área urbana densamente povoada, acabaria com as preocupações dos moradores. Alguns ativistas, no entanto, querem que a base seja completamente retirada da ilha. As informações são da Dow Jones.

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