Premiê libanês promete reforma econômica apesar de protestos

Apesar dos protestos maciços, o primeiro-ministro do Líbano, Fuad Saniora, prometeu nesta quinta-feira prosseguir com suas reformas econômicas, que têm como objetivo reduzir o déficit público.Em um pronunciamento na abertura do Fórum Árabe de Economia, em Beirute, Saniora também exortou países árabes ricos a ajudar em um fundo de desenvolvimento para revitalizar a combalida economia libanesa."Vamos seguir adiante com as reformas, apesar dos obstáculos que alguns podem nos colocar", disse o premiê em uma conferência para mais de 800 pessoas, entre ministros de governos, banqueiros e investidores de 22 países. "Estamos determinados a conseguir as reformas através do diálogo e da cooperação", afirmou.O pronunciamento de Saniora acontece um dia depois que 250 mil pessoas tomaram as ruas da capital libanesa em um protesto pacífico contra o aumento de impostos e pela renúncia do premiê. A imprensa local descreveu a manifestação como um "aviso" para o governo.O plano do governo pretende frear o atual déficit público, que hoje está em US$ 38 bilhões. Para isso, o plano pretende cortar benefícios sociais e acabar com o teto para o preço da gasolina, o que faria o preço do combustível subir 30%. O pacote traria ainda um aumento de impostos de cerca de 12%.Dominado por políticos anti-Síria, o governo de Saniora foi nomeado em julho do ano passado depois que tropas sírias se retiraram do Líbano, depois de três décadas de ocupação em conseqüência do assassinato do ex-premiê libanês Rafik Hariri, ocorrido em 14 de fevereiro de 2005. Grupos contrários à Síria acusam o país de estar por trás do atentado que matou Hariri e mais 20 pessoas em Beirute.Nas últimas semanas, Saniora visitou os Estados Unidos, a Europa e países árabes em busca de apoio para seu plano econômico. Durante o Fórum Árabe de Economia, os participantes também discutiram o impacto da alta dos preços do petróleo na economia regional e as oportunidades de investimentos no Líbano e outros países árabes.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.