Premiê líbio acusa 'grupo político' por sequestro

O primeiro-ministro líbio, Ali Zeidan, acusou um "grupo político" de organizar seu breve sequestro na quinta-feira, quando homens armados invadiram um hotel em Trípoli e o levaram para um local desconhecido.

AE, Agência Estado

11 de outubro de 2013 | 09h09

"É um partido político que quer derrubar o governo por qualquer meio", disse o premiê, em comentários feitos a emissora de televisão France24. "Nos próximos dias, vou dar mais informações sobre qual partido político é este, que organizou o meu sequestro", acrescentou Zeidan.

Depois de ser libertado, Zeidan se reuniu com seus ministros e membros do Congresso Nacional Geral, a autoridade política mais alta da Líbia.

A Célula de Operações de Revolucionários líbios disse que havia "detido" o primeiro-ministro sob ordens de procuradores públicos. O grupo de ex-rebeldes havia denunciado a captura de um suposto membro da Al-Qaeda na Líbia por forças norte-americanas, culpando o governo de Zeidan pelo incidente.

Após o sequestro, o gabinete disse em sua página do Facebook que os ministros não tinham conhecimento da suspensão da imunidade ou de qualquer mandado de prisão contra o primeiro-ministro.

Mais tarde, a Brigada de Combate ao Crime, uma divisão da polícia composta por ex-rebeldes reivindicou a responsabilidade pelo sequestro, segundo a agência oficial de notícias LANA.

Testemunhas disseram que Zeidan foi mantido em uma delegacia ao sul da capital e que seus sequestrados o soltaram depois que moradores armados cercaram o prédio e exigiram sua libertação.

Segundo o governo, há suspeitas de que ambos os grupos estavam por trás do sequestro. Ambos caíram sob o controle dos ministérios de Defesa e do Interior, mas operam, em grande parte, de forma autônoma.

O sequestro de Zeidan ocorreu cinco dias depois que norte-americanos envergonharam e irritaram o governo ao capturar o suposto membro da Al-Qaeda Abu Anas al-Libi nas ruas de Tripoli. Fonte: Dow Jones Newswires.

Tudo o que sabemos sobre:
Líbiapremiê

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.