Premiê malaio justifica detenção de quase 1.700 manifestantes

Segundo autoridade, protesto era ilegal e que o partido não vai tolerar o caos no país

Efe,

10 de julho de 2011 | 05h25

BANGCOC- O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, justificou neste domingo, 10, a detenção durante o protesto de sábado de 1.667 manifestantes que exigiam uma reforma eleitoral, ao qualificar de "ilegal" a manifestação, informou a imprensa local.

Em uma conferência em Kuala Lumpur, Najib disse que seu partido "velará pelo cumprimento da lei e não tolerará o caos", e acrescentou que os manifestantes são uma minoria frente "a maioria que respalda o governo".

A polícia informou no final da noite de sábado que tinha libertado 1.667 detidos, incluindo 151 mulheres e 16 menores, que foram atendidos em um recinto policial nos arredores da capital.

Ao longo do sábado, mais de 20 mil pessoas marcharam pela capital malaia com a intenção de realizar um protesto no estádio Merdeka ("liberdade" em malaio), mas a Polícia os dispersou com cassetetes, gás lacrimogêneo e canhões de água.

O governo, nas mãos da coalizão da Frente Nacional desde a independência em 1957, justifica seu autoritarismo na necessidade de garantir a convivência em um país de 28 milhões de habitantes, com uma maioria de 50% de etnia malaia e o resto composto de minorias chinesa, indiana e indígenas.

"Somos cidadãos de paz que querem viver em paz e harmonia, queremos viver em um país com um futuro brilhante", disse Najib.

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