Premiê palestino pede demissão

Hamdala assumiu o cargo há apenas duas semanas em substituição a Salam Fayyad

O Estado de S. Paulo,

20 de junho de 2013 | 14h54

O chefe do governo palestino, Rami Hamdala, apresentou nesta quinta-feira sua renúncia apenas quatorze dias após jurar seu cargo por diferenças sobre o alcance de seus poderes, informou a agência independente palestina Maan. Ainda não está claro se o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, aceitou a demissão.

"O novo primeiro-ministro apresentou sua renúncia ao presidente Mahmoud Abbas por diferenças sobre sua jurisdição e autoridade e sobre o alcance de suas competências", informou a agência.

Abbas encarregou em 2 de junho o acadêmico Hamdala a formação de um novo executivo palestino para substituir o liderado por Salam Fayyad, que apresentou sua renúncia em abril. O novo chefe de governo e sua equipe juraram o cargo no dia 6 de junho, há exatamente duas semanas, durante as quais o gabinete realizou duas reuniões ministeriais.

Em um dos poucos atos que participou neste período, uma visita à Esplanada das Mesquitas, no território palestino ocupado por Israel de Jerusalém Oriental, o primeiro-ministro se comprometeu a fazer da situação em Jerusalém Oriental uma prioridade para seu governo.

O Executivo de Hamdala foi estruturado com membros do partido nacionalista Fatah, com 24 ministros e dois vice-primeiros-ministros.

Este é décimo quinto Executivo desde o nascimento da Autoridade Nacional Palestina (ANP), em 1994, após a assinatura dos Acordos de paz de Oslo.

Hamdala, que antes de assumir seu cargo foi reitor da Universidade La-Najah, na cidade de Nablus (Cisjordânia), é formado em linguística pela Universidade de Manchester (Reino Unido).

Sua renúncia é um novo revés para a ANP, imersa em uma profunda crise econômica e de credibilidade perante seus cidadãos e que mantém um duro enfrentamento com o movimento islamita Hamas, que governa a Faixa de Gaza. / EFE

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