Muhammed Muheisen/AP
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Premiê paquistanês vê progresso na relação com EUA

Declarações do primeiro-ministro indicam que o Paquistão quer restaurar a normalidade

AE, Agência Estado

05 de dezembro de 2011 | 11h52

LAHORE, PAQUISTÃO - O Paquistão quer reconstruir suas ligações com os Estados Unidos, apesar da crise provocada pelos ataques aéreos realizados pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) contra suas tropas ao longo da fronteira com o Afeganistão, afirmou o primeiro-ministro paquistanês em entrevista à Associated Press nesta segunda-feira, destacando que acredita que "não vai demorar muito" até a retomada do bom relacionamento com o antigo aliado.

As declarações do primeiro-ministro Yousuf Raza Gilani indicam que o Paquistão procura um meio de restaurar a normalidade de suas ligações com os Estados Unidos após os ataques aéreos de 26 de novembro, mas quer alavancar a situação para tentar retomar o relacionamento de forma a beneficiar o Paquistão.

Gilani também disse que o país mantém seu compromisso de trabalhar com o Afeganistão para fazer com que líderes insurgentes - muitos dos quais, acredita-se, estão em solo paquistanês e têm relações próximas com as forças de segurança do país - iniciem conversações com o governo e permitam que os Estados Unidos iniciem a retirada de suas tropas como previsto.

Isso pode tranquilizar os líderes internacionais reunidos na Alemanha para discutir o futuro do Afeganistão. O Paquistão boicotou as conversações por causa dos ataques aéreos ao longo da fronteira entre Paquistão e Afeganistão, que mataram 24 militares paquistaneses.

"Eu acho que avançamos em alguns mecanismos e estamos prontos para cooperar", disse ele, referindo-se às reuniões com chefes militares e da inteligência do Afeganistão. "Estamos comprometidos (com a reconciliação) apesar de não participarmos (da reunião em Bonn)", disse ele.

 

As informações são da Associated Press.

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