Manuel de Almeida/ Efe
Manuel de Almeida/ Efe

Premiê português diz que segue no cargo e busca solução para instabilidade

Pedro Passos Coelho perdeu o apoio de dois importantes integrantes de seu gabinete em menos de 24 horas

AE, Agência Estado

02 de julho de 2013 | 18h13

LISBOA - O primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, vai permanecer no comando do governo e trabalhar para superar a crise política depois que seu chanceler e chefe de uma coalizão partidária apresentou pedido demissão, que o premiê recusou-se a aceitar.

"Eu não pedi ao presidente para remover o ministro das Relações Exteriores", disse Passos Coelho, em um discurso transmitido pela televisão, acrescentando que vai buscar "condições para assegurar a estabilidade", em conjunto com o parceiro de coalizão CDS-PP nas próximas horas. O premiê perdeu o apoio de dois importantes membros de seu gabinete em menos de 24 horas, em meio a divergências sobre as políticas de austeridade.

O ministro das Relações Exteriores Paulo Portas demitiu-se, em um duro golpe para a coalizão de centro-direita. Portas lidera o Centro Democrático e Social-Partido Popular (CDS-PP), que, apesar de pequeno, garante ao governo maioria no Parlamento.

Na segunda-feira, o ministro das Finanças, Vitor Gaspar, havia deixado o governo queixando-se da falta de apoio político a seu programa de austeridade.

Em comunicado, Portas disse que sua renúncia é uma forma de protesto à escolha da secretária do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, como nova ministra de Finanças. Assim como Gaspar, Maria Luís enfatiza a necessidade de o governo manter forte controle sobre o Orçamento.

Portugal atravessa uma grave recessão e as políticas de austeridade implementadas pelo governo em troca de um resgate financeiro internacional carecem de apoio popular./ AP e REUTERS

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