Petros Giannakouris/ AP
Petros Giannakouris/ AP

Premiê promete erradicar partido de extrema direita da política grega

Após prisão de 20 membros do Aurora Dourada, governo estuda coibir financiamento da legenda

O Estado de S. Paulo,

30 Setembro 2013 | 17h22

ATENAS - Depois de prender 20 membros do partido de extrema direita Aurora Dourada no fim de semana, o governo da Grécia prometeu nesta segunda-feira, 30, fazer "o que for necessário" para erradicar a legenda da política grega. Um projeto de lei que caracteriza o racismo como crime de ódio deve ser apresentado nos próximos dias. O Aurora Dourada também pode perder o financiamento anual de US$ 1,18 milhão.

Em Nova York, onde participou de uma palestra no Comitê Judaico Americano (AJC, na sigla em inglês), o premiê Antonis Samaras prometeu uma política de tolerância zero contra o partido, que qualificou como neonazista.

"Temos de erradicar essa vergonha", disse Samaras. "Precisamos fazer de tudo dentro do contexto de nossa Constituição. Mas iremos até o fim e faremos o que for preciso. Não há espaço para neonazistas no mundo democrático."

A crise entre o governo de coalizão grego e o Aurora Dourada começou no dia 17, quando um militante do partido confessou ter matado o rapper antifascista Pavlos Fyssas. Na semana passada, manifestantes contrários à legenda organizaram uma série de passeatas em Atenas.

O projeto de lei apresentado hoje, que deve ser votado em alguns dias, determina que o partido perca o financiamento caso seus membros que respondem a processos na Justiça sejam condenados. "A democracia não pode financiar seus rivais", disse o vice-premiê e chanceler Evangelos Venizelos. "Quando uma organização criminal opera dentro de um partido político, deve haver sanções financeiras."

Seis deputados do Aurora Dourada - dois deles dirigentes do partido - e outros 14 de seus membros, além de dois policiais, foram presos no fim de semana, acusados de porte ilegal de arma e apologia ao nazismo.

O partido, que ganhou força após a crise econômica grega e tem 18 deputados no Parlamento, oficialmente nega ser adepto de Hitler e apresenta-se como uma legenda nacionalista e anti-imigração. A polícia grega investiga membros da legenda 30 crimes de agressões e homicídios. / AP e REUTERS

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