Premiê ratifica que seu país 'não se deixará intimidar' pela violência

Stoltenberg diz que defesa 'da liberdade, tolerância e democracia' é a resposta à violência

Efe

27 de julho de 2011 | 11h26

A prioridade neste momento é "consolar", insistiu, e sair desta "tragédia nacional" com uma mensagem positiva, disse o premiê

 

 

OSLO - O primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, garantiu nesta quarta-feira, 27, que seu país "não vai se deixar intimidar pelos ataques" da sexta-feira no centro Oslo e uma ilha próxima, nos quais morreram 76 pessoas.

 

 

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Em entrevista coletiva para a imprensa estrangeira, Stoltenberg acrescentou que a sociedade norueguesa vai manter-se firme para defender seus valores e que a resposta à "brutal violência" seguirá sendo a defesa "da liberdade, a tolerância e a "democracia".

 

 

Após agradecer as mostras de solidariedade "chegadas de todas as partes do mundo, de cada esquina de nosso país", o premiê social-democrata acrescentou que o desafio da Noruega nestes momentos de "incomensurável dor" é encontrar um caminho "entre a tristeza e a esperança".

 

A prioridade neste momento é "consolar", insistiu, e sair desta "tragédia nacional" com uma mensagem positiva, uma ligação para uma "maior participação política" e um "ainda maior compromisso com a democracia".

 

Stoltenberg lembrou que a ilha de Utoeya, onde ocorreu o segundo ataque com total de 68 mortos, era "a pedreira de nossos melhores talentos políticos", em alusão ao acampamento da juventude social-democrata realizada todos os anos.

 

A este respeito, o primeiro-ministro lembrou que ele mesmo visitava esta ilha "todos os anos" desde 1976.

 

"Vamos reconquistar a ilha para nossos jovens", afirmou, reiterando o chamado lançado nesse mesmo sentido dias atrás pelo líder da juventude social-democrata (AUF), Eskil Pedersen.

 

Stoltenberg remeteu-se, relativo às investigações em curso e as sucessivas correções nos balanços de vítimas, a que essa tarefa era competência da Polícia, à qual ratificou a confiança de seu Executivo.

 

Informou, no entanto, que "após a investigação policial" dos atentados e "após confortar e assistir" às vítimas será analisada a reação da Polícia ao episódio.

 

O ministro da Justiça, Knut Storberget, declarou nesta quarta-feira, após reunir-se com os responsáveis das forças especiais, que os agentes que foram até a ilha de Utoeya após o tiroteio são "heróis" que fizeram seu trabalho da forma correta.

 

"Chamei anteriormente heróis e são nossos heróis. Esses aos que visitei nesta quarta-feira são os que estiveram na primeira linha e os que ajudaram a readquirir o controle em uma situação complicada", afirmou Storberget.

 

Acrescentou que a Noruega "deveria sentir-se orgulhosa" desta unidade especial e de como realizou seu trabalho, e ressaltou que com sua visita queria mostrar aos agentes seu "reconhecimento" e "apoio" frente às críticas.

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