Premiê rejeita exigências de manifestantes

Diante de mais de 10 mil pessoas que o esperavam no aeroporto de Istambul, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, pediu o fim imediato dos protestos que, segundo ele, perderam o caráter democrático e se tornaram vandalismo.

O Estado de S.Paulo,

07 de junho de 2013 | 02h01

Horas antes de retornar da Tunísia, após três dias de viagem oficial à África, o premiê rejeitou as exigências dos manifestantes e denunciou o envolvimento de terroristas na violência que completou nove dias. Erdogan se negou a desistir do projeto de urbanização da Praça Taksim, em Istambul, que desencadeou a onda de protestos contra seu governo.

"Sabe por que há oposição a esse projeto? Porque ele foi feito pelo AKP", disse o premiê, em referência a seu partido. "Levaremos os planos até o fim. Não permitiremos que a minoria imponha a lei à maioria", afirmou Erdogan. Ele acusou também a Frente Revolucionária de Libertação do Povo, grupo de extrema esquerda responsável pelo atentado contra a Embaixada dos EUA em Ancara, em fevereiro, de envolvimento com os protestos.

Ontem, em Adana, sul do país, um policial morreu em consequência dos ferimentos sofridos durante os confrontos do fim de semana. Foi a terceira vítima da onda de manifestações, que já deixou mais de 4 mil feridos. Ontem, 25 tuiteiros foram presos, acusados de "incitar crimes". Enquanto a TV estatal exibe programas de culinária, muitos turcos adotaram o Twitter como fonte de informação e mobilização. / REUTERS

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