Premiê Renzi se firma no cenário político italiano

Itália foi dos poucos países que não elegeu partidos de extrema direita para formar o novo Parlamento Europeu 

Fernanda Simas, O Estado de S. Paulo

31 Maio 2014 | 16h00

O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, líder do Partido Democrático, chegou ao poder em fevereiro e já surpreendeu o país com a aprovação de reformas e, surpresa ainda maior, ao vencer a eleição europeia.

No ano em que assume a presidência rotativa da União Europeia, a Itália foi dos poucos países que não elegeu partidos de extrema direita para formar o novo Parlamento Europeu. O PD de Renzi recebeu mais de 40% dos votos, derrotando o populista Beppe Grillo e o ex-premiê Silvio Berlusconi.

O deputado ítalo-brasileiro Fabio Porta, eleito em 2008 na Itália pelo PD para representar a América do Sul, afirma ser importante ter um premiê com apoio popular no ano em que a Itália assume a liderança da UE.

"No PD, apesar de nem todos terem aprovado Renzi nas eleições internas, hoje parece que existe uma consciência muito grande de que esse trabalho precisa ser apoiado", afirmou Porta ao Estado.

Antes de ser indicado ao cargo, Renzi concorreu em uma prévia, na eleição para a presidência do PD - a votação foi aberta a todos os eleitores e não só aos integrantes do partido. "Cerca de 3 milhões de italianos votaram e Renzi foi eleito com mais de 2 milhões de votos. Então, ele tem uma legitimidade popular muito grande."

Aceitação. O deputado diz que o fato de o premiê ser um político novo não foi facilmente aceito pelo "sistema político italiano, que é muito conservador", mas pesquisas recentes mostram que "o povo italiano está confiante na proposta de mudança dele."

Em abril, foram aprovadas a abertura de arquivos com documentos secretos sobre os 'anos de chumbo' no país, período entre os anos 60 e 80 em que ocorreram diversos ataques terroristas, e uma reforma trabalhista estabelecendo que as pessoas que ganham até 1.300 euros por mês deverão receber do governo um acréscimo de 80 euros.

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