Premiê tailandês afirma que não deixará o poder

Samak Sundaravej tem sofrido pressão popular para renunciar

EFE

21 de junho de 2008 | 01h43

O primeiro-ministro da Tailândia, Samak Sundaravej, se negou neste sábado a renunciar, apesar das mais de 20 mil pessoas que romperam ontem o cordão policial e seguem concentradas diante de seu escritório para exigir sua saída. Os manifestantes, convocados pela opositora Aliança Popular para a Democracia (PAD), anunciaram que continuarão no local até que Sundaravej deixe o poder. O primeiro-ministro garantiu que aparecerá em público mais tarde para dar explicações à nação. Sundaravej se reuniu sexta-feira à noite com o chefe das Forças Armadas, o general Boonsrang Niampradit, mas não está previsto que o Exército assuma o controle da situação. A Polícia, que inicialmente advertiu os ativistas de que não permitiria que se aproximassem da sede do Executivo, finalmente se retirou e lhes deixou passar para evitar atos de violência. Os participantes do protesto garantem que não têm intenção de ocupar o edifício. Depois de 27 dias de manifestações, muitos temiam que o ato pudesse tornar-se sangrento, e alguns manifestantes levavam tacos de beisebol, paus e capacetes para se proteger dos policiais, apesar de a mobilização ser pacífica. A PAD acusa Sundaravej de ser uma marionete do antigo líder Thaksin Shinawatra, afastado do Governo em setembro de 2006 por um golpe de Estado. Há dois anos, o partido liderou grandes protestos contra Shinawatra que precederam o levante militar. Desta vez, no entanto, o Exército garantiu que não voltará a intervir. O Partido do Poder do Povo, liderado por Sundaravej e integrado por antigos aliados de Shinawatra, governa a Tailândia desde sua vitória nas eleições gerais de dezembro, que pôs fim a mais de um ano e meio de ditadura militar.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.