Premiê tailandês deposto descarta asilo político

A fuga seria uma opção para tentar escapar dos inúmeros processos a que está sendo submetido na Tailândia

EFE

02 de agosto de 2008 | 02h21

O ex-primeiro-ministro tailandês e multimilionário Thaksin Shinawatra, deposto do cargo, e sua esposa Pojaman, rejeitam por enquanto a opção de buscar asilo político para tentar escapar dos inúmeros processos judiciais a que estão sendo submetidos na Tailândia. Shinawatra deve viajar na próxima semana para a China, onde assistirá na sexta-feira à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim. Depois do evento, deve voltar imediatamente a Bangcoc, anunciou o porta-voz do premiê deposto, Pongthep Thepkanchana. O porta-voz insistiu em afirmar que o multimilionário e sua esposa estão dispostos a lutar para provar sua inocência, e que ambos têm confiança no sistema judiciário tailandês. Há dois dias, um tribunal condenou Pojaman a três anos de prisão, por considerá-la culpada de um caso de sonegação de impostos no valor de 546 milhões de bats (US$ 16,3 milhões), na venda do conglomerado de seu marido "Shin Corporation". Antes de chegar ao poder em 2001, Shinawatra repassou a sua esposa, dois filhos e outros membros da família a maior parte da empresa. Por outra parte, a Corte Suprema tailandesa também anunciou esta semana que investigará se o Governo de Shinawatra concedeu empréstimos ilícitos à Junta Militar de Mianmar, em troca de benefícios à "Shin Corporation" por parte do regime birmanês. O magnata governou a Tailândia de 2001 a 2006, quando foi deposto mediante um golpe de Estado promovido por militares, que estabeleceram uma comissão para investigar todos os casos de desvio de dinheiro público atribuídos a sua família e seu entorno.

Tudo o que sabemos sobre:
Thaksin Shinawatra

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.