Premiê tailandês destituído não regressa à casa

O primeiro-ministro tailandês, ThaksinShinawatra, não voltará para casa, disse no domingo umpartidário, sugerindo que o bilionário das telecomunicações quefoi destituído em um golpe em 2006 havia buscado exílio emLondres. Se for verdade, a decisão de Thaksin de fugir em vez deenfrentar uma série de processos judiciais de corrupção podesignificar o início do fim da comoção política que tem atingidoo governo e os mercados da Tailândia nos últimos três anos. "Se Thaksin não for mesmo voltar, o conflito em nosso paísdiminuirá, o que implica que nossa prolongada crise políticalogo chegará ao fim", disse Kavee Chukitkasem, chefe depesquisa na corretora Kasikorn Securities, em Bangcoc. "Os mercados deverão certamente subir amanhã", acrescentou. Thaksin deveria retornar no domingo da cerimônia deabertura dos Jogos Olímpicos em Pequim com sua esposa,Potjaman, que foi julgada culpada no mês passado de fraudetributária e condenada a três anos de prisão. Mas duas fontes da companhia aérea disseram à Reuters que ocasal não chegou a embarcar no avião. Alguns minutos depois, Pracha Prasobdee, membro do partidopró-Thaksin que venceu as eleições pós-golpe em dezembro, dissea repórteres no aeroporto: "Ele não voltará para a Tailândia". Pracha disse haver recebido informações de um assessor deque Thaksin faria uma declaração "através da imprensaestrangeira" de Londres aproximadamente na mesma hora em queele e a esposa deveriam se apresentar ao tribunal sob fiançaconcedida em vários casos contra o casal. Na quinta-feira, a bolsa de valores registrou um aumento dequatro por cento quando os boatos de que Thaksin e Potjamanpoderiam ficar em Londres, onde pelo menos um dos três filhosadultos do casal está estudando. Thaksin foi destituído do poder pelo exército em um golpemilitar em 2006 sob a alegação de "corrupção galopante". Massua enorme popularidade no interior do país garantiu a vitóriado partido pró-Thaksin nas eleições gerais em dezembro, o quelhe permitiu ter poder sobre as nomeações e decisões dogabinete. Desde então, os tribunais aceitaram uma série de processosde corrupção contra Thaksin e seu círculo mais próximo, e nomês passado o veredito contra Potjaman indicou que os juízesnão se deixariam influenciar por sua riqueza ou poder.

PRACHA HARIRAKSA, REUTERS

10 de agosto de 2008 | 16h22

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