Premiê turco alerta para risco de guerra civil na Síria

Forças de segurança da Síria desfecharam a repressão em bairros ao redor de Damasco, nesta terça-feira, usando metralhadoras instaladas nas caçambas de picapes, no mesmo dia em que o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse que a Síria enfrenta o risco verdadeiro de mergulhar em uma guerra civil entre muçulmanos sunitas e alauitas.

AE, Agência Estado

13 Setembro 2011 | 14h45

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que a revolta contra o regime do presidente Bashar Assad já deixou 2.600 pessoas mortas desde março, a maioria civis, mas também policiais e militares. Mesmo com a repressão, os manifestantes não desistem de protestar.

"Eu acredito que as coisas irão acabar em uma guerra civil entre os alauitas e os sunitas", disse Erdogan ao jornal egípcio Al-Shorouk, na edição de terça-feira. Uma guerra civil é talvez o cenário mais sombrio para a Síria, um país de 22 milhões de habitantes com 75% da população muçulmana sunita, mas governado por uma minoria alauita (um ramo do islã xiita) e com minorias de cristãos e drusos.

Erdogan também comentou os eventos na Síria e na região inteira em discurso na Liga Árabe no Cairo. "No futuro, nós veremos que esse caminho (da repressão) foi errado", ele disse, referindo-se ao uso da violência pelos governos contra as populações árabes. A Turquia é vizinha da Síria e um importante parceiro comercial, embora nos últimos meses a relação entre Ancara e Damasco tenha esfriado muito por causa da repressão síria contra os manifestantes.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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