EFE
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Premiê turco dá ultimato a manifestantes

Protesto que começou contra demolição de parque cresceu após repressão policial

AE, Agência Estado

01 de junho de 2013 | 10h41

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, pediu neste sábado, 1, o fim dos protestos contra o governo, que se arrastaram pela madrugada. O premiê, no entanto, manteve a postura dura, dizendo que a polícia vai reprimir novas manifestações em uma das principais praças de Istambul, a Taksim. Ele também indicou que vai avançar com os planos de remodelação da região, que provocaram os protestos.

Em um discurso transmitido pela televisão, Erdogan disse que a polícia pode ter usado gás lacrimogêneo excessivamente em confronto com os manifestantes e disse que isso será investigado. No entanto, a polícia continuou soltando gás lacrimogêneo e jatos de água contra manifestantes que tentaram chegar à Praça Taksim, em Istambul, ou ao Parlamento na capital Ancara.

Os protestos cresceram após a polícia reprimir violentamente uma manifestação pacífica de pessoas que tentam proteger um parque de Istambul que o governo pretende reformular. Os planos incluem a construção de um shopping center e a reconstrução de um antigo quartel do exército Otomano.

A manifestação na Taksim se transformou em um protesto mais amplo contra Erdogan, que é visto como cada vez mais autoritário, e se espalhou para outras cidades turcas, apesar da decisão judicial de suspender temporariamente a demolição do parque. Um grupo de direitos humanos disse que centenas de pessoas ficaram feridas em confrontos com a polícia, que durou toda a noite.

"A polícia estava presente em Taksim ontem (sexta-feira, 31)", disse Erdogan. "Eles vão se apresentar hoje (sábado, 1) e amanhã estarão presentes também. Taksim não pode ser um lugar onde grupos extremistas atuam livremente."

Erdogan disse ainda que o governo está determinado a renovar a Taksim e a reconstruir o antigo quartel do exército, mas disse que nenhuma decisão firme foi tomada em relação à construção de um shopping center. As informações são da Associated Press.

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