Doug Mills/The New York Times
Doug Mills/The New York Times

Premiê turco discute situação na Síria com Obama

Ancara anunciou a prisão de 4 suspeitos de participação do atentado perto da fronteira com a Síria

O Estado de S. Paulo,

16 de maio de 2013 | 12h30

WASHINGTON - O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, quer promover a intensificação das ações na Síria durante seu encontro com o presidente dos EUA, Barack Obama, na Casa Branca. A Turquia praticamente entrou na guerra civil síria, pela quantidade de refugiados e os bombardeios recentes.

Ancara anunciou nesta quinta-feira a prisão de quatro suspeitos de participação do atentado, que matou 51 pessoas perto da fronteira com a Síria. A Turquia acusa o regime de Bashar Assad de estar por trás do ataque e pede medidas mais agressivas para derrubar seu governo. 

O governo de Obama permanece relutante em tomar o tipo de ação que a Turquia gostaria, o que inclui o estabelecimento de uma área de exclusão aérea na Síria.

Erdogan quer que os EUA exerçam maior poder na Síria e o governo Obama vê a Turquia como um importante intermediário para uma série de problemas na região.

Erdogan também participa de um almoço formal no Departamento de Estado com o vice-presidente, Joe Biden, e o secretário de Estado, John Kerry, antes de voltar à Casa Branca para um jantar com o presidente.

A visita ocorre num momento em que Obama luta contra uma série de escândalos, dentre eles o tratamento desigual pela receita federal a grupos políticos conservadores, a resposta dada ao ataque à embaixada americana em Benghazi no ano passado e a apreensão de registros telefônicos de jornalistas da Associated Press pelo Departamento de Justiça como parte de uma investigação de vazamento de informações. / AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.