Premier acusa governo por morte de ministro afegão

O primeiro-ministro interino do Afeganistão, Hamid Karzai, afirmou que integrantes do governo provisório do país estão por trás do assassinato do ministro da Aviação e do Turismo, Abdul Rahman, ocorrido ontem. Segundo os informes iniciais, o ministro teria sido linchado no aeroporto da capital afegã por viajantes que pretendiam fazer uma peregrinação à cidade sagrada islâmica de Meca, na Arábia Saudita. Para Karzai, porém, a morte de Rahman foi conseqüência de uma conspiração no interior do governo; o primeiro-ministro disse que alguns dos mandantes estão na Arábia Saudita. "Ele foi morto por pessoas que planejaram isso. Estamos pedindo aos sauditas que prendam essas pessoas e as mandem de volta. Vamos julgá-los e colocá-los atrás das grades", disse Karzai. Já o ministro da Informação, Abdul Rahim Makhdoom, afirmou que dois dos acusados pelo assassinato são generais - o chefe do Departamento de Inteligência, Abdullah Jan Tawhidi, e o vice-ministro da Defesa, Kalandar Beg. As informações disponíveis até agora não deixam clara a posição dos diversos envolvidos dentro da coalizão inter-étnica e interguerrilhas que constitui o governo provisório afegão. A confirmação de que o assassinato resultou de uma conspiração dentro dessa coalizão poderia ameaçar a unidade do governo liderado por Karzai, formado em uma conferência internacional depois da derrota do Taleban. As informações são da Associated Press, citada pela Dow Jones.

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