Premier da Tailândia declara emergência em Bangcoc

O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, declarou hoje estado de emergência na capital Bangcoc, após manifestantes invadirem o Parlamento e altos funcionários do governo terem sido retirados de helicóptero. Alguns parlamentares escalaram muros para escapar da multidão.

AE-AP, Agência Estado

07 de abril de 2010 | 09h42

Abhisit também deu ao Exército amplos poderes para impor a ordem, em meio aos crescentes protestos da oposição. O governo já havia posto Bangcoc sob a estrita Lei de Segurança Interior, mas, agora, com o estado de emergência, os militares têm mais poderes para impor a ordem e as autoridades podem restringir algumas liberdades civis. Ficam também proibidas reuniões públicas com mais de cinco pessoas.

Os chamados Camisas Vermelhas exigem que Abhisit dissolva o Parlamento e convoque eleições. Eles estão acampados em Bangcoc desde 12 de março, apesar dos decretos ordenando o fim das manifestações. Abhisit já recebeu críticas por não tomar medidas fortes contra os protestos. Ele tentou negociar e retirou a força pública da área a fim de evitar enfrentamentos.

"A frágil situação atual exige manobras cuidadosas", afirmou o primeiro-ministro, em declaração difundida ontem por todas as emissoras tailandesas. "Devemos planificar e aplicar tudo até o último detalhes e com o maior cuidado. O último que queremos é que a situação saia de todo controle."

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