Premier do Timor Leste assegura eleições apesar de crise

O primeiro-ministro do Timor Leste, José Ramos Horta, assegurou nesta segunda-feira que as eleições gerais previstas para maio deste ano acontecerão, apesar da instabilidade política e social que o país atravessa."Ninguém deve se preocupar. A ONU supervisionará o pleito e o Governo convocará as eleições de acordo com a data que decidimos", destacou o prêmio Nobel da Paz em 1996.Ramos Horta fez as declarações depois de o militar rebelde Alfredo Reinado manifestar no domingo que enquanto o Timor Leste sofrer uma crise política e social não poderão acontecer eleições justas e limpas no país."Se o Governo, apoiado pela Unmit (Missão da ONU Integrada no Timor Leste), não conseguir resolver esta crise política e de estabilidade até março, não se pode esperar que as eleições sejam justas", insistiu Reinado.Ramos Horta assinalou que o Governo pode resolver a crise só com as capacidades e os recursos que tem."O major Reinado tem todo o direito de exigir ao Governo que resolva este problema como qualquer cidadão, mas o Governo não pode fazer milagres. Para resolver o problema, necessita do apoio e da participação do povo timorense", ressaltou o primeiro-ministro.O Conselho de Segurança da ONU criou a Unmit em agosto com o objetivo de ajudar os timorenses a restabelecer a ordem e a sufocar a onda de violência que acabou com o Governo do ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri.A crise parte da expulsão por insubordinação, em março do ano passado, de 591 militares que denunciaram abusos no corpo e que pediam melhores condições de trabalho.O Timor Leste, que nasceu em maio de 2002 como um dos países mais pobres do mundo, após uma difícil e sangrenta transição, atravessa uma crise originada nas divisões internas e na luta pelo poder.

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