Premier húngaro lamenta que suas declarações possam ter chocado

O primeiro-ministro húngaro, Ferenc Gyurcsány, lamentou nesta quarta-feira que suas declarações, quando admitiu ter mentido para ganhar as eleições passadas, possam ter chocado os cidadãos, e reiterou a necessidade de seu programa de austeridade orçamentária. "Sei muito bem que o estilo e a linguagem utilizados podem ter chocado muitas pessoas, o que lamento", disse Gyurcsány nesta quarta-feira, na reunião do gabinete ministerial do Governo social-democrata. O primeiro-ministro húngaro assegurou que disse "a metade do que fizemos" (no Governo social-democrata) e "não explicamos por que fazemos o que estamos fazendo", em referência ao programa de austeridade para colocar a economia húngara nos eixos. Gyurcsány disse que a tarefa de seu gabinete é "tornar (a política) mais clara e sincera" e acabar com as falsas promessas. O premier ressaltou que não achava que os eleitores entenderiam as medidas do gabinete para sanear a economia, mas acrescentou que é preciso acabar com a política centrada nas falsas esperanças e se concentrar na realidade. Em uma gravação transmitida pela rádio, Gyurcsány reconheceu diante da direção do governante Partido Socialista ter mentido "durante um ano e meio" sobre a situação econômica do país, e afirmou que o ocorrido na Hungria é algo "nunca visto na União Européia". O primeiro-ministro húngaro também manifestou a seus correligionários que a economia se manteve flutuando devido à "divina providência" e "centenas de enganos".O principal objetivo das reformas econômicas empreendidas é sanear os déficits orçamentário (10,1% do PIB) e externo (67,9% do PIB), com uma tendência, até agora,crescente. O Executivo, entre outros, aumentou o IVA de 15% para 20% no caso da energia, alimentação e transportes públicos, além de aumentar os impostos diretos.

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