Premier indiano acusa Paquistão por ato terrorista

O primeiro-ministro indiano, Atal Bihari Vajpayee, disse hoje que escreveu uma carta ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, na qual acusa os paquistaneses pelo pior ataque terrorista no Estado de Jammu-Caxemira em dois anos. O número de mortos por um carro-bomba que explodiu em frente à assembléia legislativa estadual elevou-se para 40, hoje, depois que a polícia retirou outros sete corpos dos escombros e dois dos feridos morreram num hospital. Sessenta pessoas ficaram feridas na explosão. Em sua carta ao líder norte-americano, Vapayee insinua que o Paquistão mente quando diz que nenhum grupo terrorista opera em seu território. "A paciência do povo da Índia tem um limite", afirmou o premier indiano. Pouco depois da explosão de ontem, um grupo militante com sede no Paquistão e que luta pela independência de Jammu-Caxemira, assumiu a autoria do atentado, e disse que um cidadão paquistanês conduziu o carro lotado de dinamite. "Paradoxalmente, (o atentado) ocorreu um dia depois que o presidente paquistanês (general Pervez Musharraf) anunciou pela televisão que nenhum grupo terrorista opera em seu território", disse Vajpayee a Bush. "Incidentes deste tipo levantam interrogações a nossa segurança, que tenho que garantir em nosso interesse supremo". No entanto, a carta não formula nenhum pedido específico a Bush.

Agencia Estado,

02 Outubro 2001 | 14h29

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