Premier iraquiano diz que usará "força máxima" contra terroristas

O primeiro-ministro do Iraque prometeu usar "força máxima", se necessário, para acabar com dúzias de ataques que ocorrem no país diariamente, incluindo uma série de atentados que matou, neste domingo, 19 pessoas em Bagdá.Nouri al-Maliki disse ao seu Gabinete que a indicação dos ministros da Defesa e do Interior não deve "levar mais de dois ou três dias". O primeiro-ministro busca candidatos que satisfaçam o requisito de independência a qualquer milícia paramilitar ou grupo armado. A forma como os dois ministérios serão usados é uma questão crucial na estratégia de criar condições de estabilidade no Iraque. A escolha errada para os cargos tanto pode impulsionar a insurgência sunita quanto fortalecer paramilitares xiitas."Nós temos consciência do desafio na segurança e seus efeitos. Acreditamos, então, que enfrentar este desafio não pode ser apenas por meio da força, apesar de que iremos usá-la pra combater terroristas e assassinos que estão derramando sangue", disse o primeiro-ministro.Disputas políticas deixaram os ministérios da Defesa e do Interior vagos, quando o novo governo iraquiano foi aprovado pelo parlamento no sábado. Árabes sunitas exigiram o ministério da Defesa - que controla o exército - como contrapartida ao ministério do Interior, comandado por xiitas, que é responsável pela polícia. Pouco depois do primeiro encontro do Gabinete do primeiro-ministro, um atentado suicida deixou 13 mortos e 17 pessoas feridas em um restaurante freqüentado por policiais no centro de Bagdá. O ataque contra o restaurante fazia parte de uma série de outros atentados que matou, no total, 19 pessoas e deixou dezenas de feridos - duas bombas explodiram em um mercado de frutas em Nova Bagdá, uma área mista de árabes xiitas e sunitas e cristãos, e um carro-bomba, que tinha como alvo uma patrulha da polícia, foi detonado no noroeste de Bagdá.

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