Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Premier iraquiano visita reduto de insurgência sunita

O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, viajou para a violenta cidade de Ramadi, na terça-feira, 13, realizando sua primeira visita a esse reduto dos insurgentes sunitas contrários ao atual governo iraquiano, aliado dos Estados Unidos. A simbólica visita à Província de Anbar aconteceu enquanto mais de 100 mil soldados dos EUA e do Iraque eram estacionados em Bagdá para participarem de uma operação de segurança descrita como a última chance de evitar a eclosão de uma guerra civil total no país. Maliki, que voou para a região a bordo de um helicóptero militar dos EUA, reuniu-se com líderes tribais, autoridades de governo e comandantes das forças de segurança iraquianas e norte-americanas. Nos encontros, entre outras coisas, o dirigente prometeu melhorar os serviços públicos em Ramadi, capital da vasta e desértica província. A cidade, localizada 110 quilômetros a oeste de Bagdá, é um dos centros da rebelião lançada quatro anos atrás pelos sunitas contra o atual governo do Iraque, liderado pelos xiitas, e contra as forças de ocupação norte-americanas. Soldados do Iraque e dos EUA patrulhavam as ruas de Ramadi em grande número. E as autoridades proibiram a circulação de veículos pela cidade, palco de uma luta de poder entre líderes de tribos locais e militantes da Al Qaeda. No momento em que as forças norte-americanas e iraquianas concentram seus esforços em Bagdá, apontada como o epicentro da violência no Iraque, a inesperada viagem de Maliki a Ramadi parecia ter por objetivo mostrar que o governo preocupava-se também com outras regiões do país. Muitos moradores de Ramadi afirmaram ter esperanças de que a visita do premiê, membro da maioria xiita do país, melhore a situação de sua cidade. "Esperamos que ele nos traga segurança e estabilidade", afirmou Ahmed Hussein Ali, 35, professor.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.