Premier israelense ameaça avançar sem palestinos

Em pronunciamento no Congresso americano nesta quarta-feira, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse estar disposto a negociar as fronteiras de Israel com os palestinos, mas ressalvou que também pode avançar sem eles."Nosso desejo mais profundo é construir um futuro melhor na região, em conjunto com um parceiro palestino", afirmou Olmert em discurso perante uma sessão conjunta do Congresso dos EUA.Caso não seja possível construir esse futuro com os palestinos, "nós avançaremos", e "não estaremos sós", acrescentou o chefe do governo israelense, referindo-se ao apoio que recebeu do presidente George W. Bush na terça-feira."Não podemos esperar pelos palestinos para sempre" para avançar no processo de paz, disse o primeiro-ministro, que defende um plano unilateral de retirada parcial da Cisjordânia. Olmert qualificou a proposta como vital para a segurança de seu país e para a paz na região.Ao referir-se aos ataques suicidas contra israelenses como o que matou um adolescente americano este ano, Olmert foi ovacionado. "Não sucumbiremos ao terror", disse, diante dos inconsoláveis pais de Daniel Wultz, um jovem de 16 anos morto este ano durante suas férias em Israel.ChamadoEm seu discurso, Olmert fez um chamado ao presidente da Autoridade Palestina, o moderado Mahmoud Abbas, para que obtenha uma solução de consenso."Acho que podemos alcançar um acordo em todos os assuntos que nos dividem", disse."Se os palestinos ignorarem nossa mão estendida para a paz, Israel buscará outras alternativas para promover nosso futuro e nossas perspectivas de esperança no Oriente Médio", acrescentou o primeiro-ministro.Durante sua primeira visita a Washington desde que foi eleito, o chefe do governo israelense obteve mais frutos positivos do que esperava, já que pôde contar com o apoio de Washington e do próprio presidente Bush a seu plano de retirada da Cisjordânia."As idéias do primeiro-ministro podem ser um grande passo para a paz que ambos apoiamos", disse Bush nesta terça-feira, após ter se encontrado com Olmert na Casa Branca.O presidente americano acrescentou, no entanto, que "qualquer acordo sobre o status final (da Cisjordânia) só será alcançado através da base de mudanças estipuladas mutuamente".

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