Premier israelense lamenta morte de enviados da ONU

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, conversou por telefone com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e expressou seu "profundo pesar" pela morte de pelo menos dois membros da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil),num ataque aéreo israelense, que ele garantiu ter atingido as instalações da organização por engano.No ataque, outros dois observadores foram dados como desaparecidos. Olmert exigiu uma investigação sobre o ataque da noite de terça-feira (horário local) quando militares da China, Canadá, Áustria e Finlândia estavam numa base da ONU próxima a uma posição do Hezbollan, na aldeia libanesa de Khiyam. Além disso, ele se queixou das declarações de Annan. O secretário-geral afirmou que o ataque da Força Aérea israelense foi "aparentemente deliberado". Olmert, disseram fontes israelenses, declarou a Annan que "a ONU não pode chamar um erro de operação aparentemente deliberada".MubarakO presidente egípcio, Hosni Mubarak, afirmou que seu país não está disposto a entrar numa guerra contra Israel para defender o Líbano e o grupo libanês xiita Hezbollah, informa nesta quarta a imprensa local. "Quem pede que o Egito entre na guerra em defesa do Líbano e do Hezbollah não percebe que já acabou o tempo das aventuras", disse Mubarak a redatores-chefes de jornais egípcios, durante suaviagem à Arábia Saudita.Foguetes lançados desde o Líbano caíram em trêsáreas ao norte de Israel nesta quarta-feira, causando graves ferimentos em uma pessoa, segundo fontes médicas. Os foguetes atingiram Haifa, a terceira maior cidade de Israel, Carmiel e Kiryat Bialik. Ainda não se sabe se há mais feridos, acrescentaram as fontes. Um total de 18 civis israelenses morreu em ataques com foguetes da guerrilha Hezbollah. O temor em Israel é que a guerrilha atinja alvos em Tel-Aviv.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.