Premier japonês faz primeira visita aos EUA no final do mês

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, fará sua primeira visita oficial aos Estados Unidos nos dias 26 e 27 de abril e se reunirá com o presidente americano, George W. Bush, em seu rancho de Camp David, no Texas, informou nesta quarta-feira, 4, a agência japonesa Kyodo.Abe e Bush, que na terça-feira, 3, conversaram por telefone sobre a polêmica das escravas sexuais do Exército japonês na Segunda Guerra Mundial, discutirão o reforço dos laços bilaterais e a cooperação para conseguir que a Coréia do Norte desmantele seus programas nucleares.A reconstrução do Iraque também estará na agenda da reunião, assegurou o porta-voz do Governo, Yasuhisa Shiozaki.A visita aos EUA, principal aliado do Japão, será a primeira de Abe a este país desde que assumiu o cargo de primeiro-ministro.Oriente MédioDepois de ir aos EUA, Abe viajará a vários países do Oriente Médio - dos quais o Japão é fortemente dependente em matéria de energia.Shiozaki não deu detalhes sobre o itinerário de Abe, mas está confirmado que ele passará por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Egito e, talvez, o Kuwait, onde falará com os líderes locais, entre outros assuntos, sobre o processo de paz na região, o Iraque e o Irã.Além disso, estão sendo feitas gestões para que Abe visite as Forças de Autodefesa japonesas posicionadas no Kuwait para dar apoio nos trabalhos de reconstrução do Iraque.Escravas sexuaisO primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, explicou em telefonema ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, na terça-feira, 3, que seu governo mantém a posição anunciada em 1993 sobre as escravas sexuais do Exército japonês na Segunda Guerra Mundial, informa nesta quarta-feira, 4, a agência Kyodo.Em 1993, o governo japonês admitiu a intervenção do âmbito militar japonês no recrutamento de mulheres para serem usadas como escravas sexuais de seus soldados. Porém, recentemente o próprio Abe sugeriu mais de uma vez que não existem provas sobre o assunto.Estes desvios da postura oficial japonesa desde 1993 provocaram polêmica na região, principalmente na Coréia do Sul.Por outro lado, o Congresso americano debate uma resolução em que pedirá ao Japão que se desculpe pela escravidão de milhares de mulheres, sobretudo chinesas e sul-coreanas, antes e durante a Segunda Guerra Mundial.O Ministério de Assuntos Exteriores do Japão recolheu entrevistas de Bush em que o presidente americano afirmava confiar em Abe e crer que os japoneses têm compaixão pelas escravas sexuais - também chamadas de "mulheres de conforto" no país.

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