Premier japonês planeja viagens a Pequim e Seul

Shinzo Abe, novo primeiro-ministro do Japão, planeja uma viagem em breve à China e à Coréia do Sul com oobjetivo de melhorar as relações com estes países, deterioradas durante o Governo do anterior chefe do Executivo, Junichiro Koizumi, informaram neste domingo os meios de comunicação oficiais.Segundo a agência de notícias japonesa Kyodo, que cita fontes diplomáticas, Abe planeja visitar Pequim em 8 de outubro para se reunir com o presidente da China, Hu Jintao, e com o primeiro-ministro do país, Wen Jiabao.Por sua vez, fontes do Governo sul-coreano disseram neste domingo que, na semana que vem, provavelmente após a visita de Abe à China, será feita uma reunião em Seul entre o primeiro-ministro do Japão e o presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun.Na semana passada, após assumir o cargo de primeiro-ministro, na terça-feira, Abe falou por telefone com Roh sobre o "reatamento dos contatos", a fim de melhorar as relações entre ambos.Tanto a Coréia do Sul como a China não quiseram, há quase um ano, realizar qualquer tipo de encontro com o Japão, em protesto às visitas do ex-premier Koizumi ao templo ultranacionalista japonês de Yasukuni.Nesse santuário xintoísta de Tóquio, são homenageados 2,5 milhões de soldados mortos em combate e 14 criminosos de guerra. Por este motivo, o local é considerado pelos países vizinhos do Japão umsímbolo do antigo militarismo imperial japonês.Em seu primeiro discurso como chefe de Governo diante da Câmara Baixa do Parlamento, Abe disse, na terça-feira, 26, que a recuperação dos laços com Pequim e Seul é um dos objetivos de seu mandato."Fortalecer a confiança mútua com a China e com a Coréia do Sul seria muito significativo para a região asiática e para o resto do mundo. Acho que é importante para todos que nos esforcemos para ter conversas eficazes e francas", disse.Em Pequim, Abe deverá tratar dos problemas territoriais que existem entre os dois países em torno do Mar da China, onde há ricas reservas de gás reivindicadas pelos dois países.Outro problema na relação política entre os dois é Taiwan,a ilha que a China considera ser uma província e cujos cidadãos receberam, durante a administração de Koizumi, isenção de vistos para viajar a turismo para o Japão.

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