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Premier palestino pede fim urgente de combates

O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, do movimento nacionalista islâmico Hamas, lançou neste sábado um "chamado urgente" para colocar fim "imediatamente" nos combates palestinos, e pediu ao presidente Mahmud Abas que ordene que seus serviços de segurança respeitem o acordo de cessar-fogo estabelecido na sexta-feira entre o Hamas e o movimento Fatah, segundo a agência France Press (AFP).O novo cessar-fogo - o segundo em uma semana - não impediu novos confrontos entre as facções nas ruas de Gaza, mas por enquanto sem causar mortes. De acordo com estimativas, 12 pessoas foram feridas, entre elas quatro civis e um membro da Segurança Nacional. O acordo é o oitavo assinado desde o começo da nova onda de violência interna motivada pelo anúncio, em 16 de dezembro, da intenção de Abbas de convocar eleições diante da impossibilidade de formar um governo de união nacional. Durante a noite, forças do Fatah atacaram o Ministério da Agricultura. O Hamas divulgou que duas granadas foram colocadas no prédio e o ministro Mohammed al-Agha informou que foram levados computadores e documentos. Membros do Fatah disseram, no entanto, que nada foi roubado ou destruído. FeridosComo nos dias anteriores, houve tiros em torno da Universidade Islâmica, reduto do Hamas, e do quartel-general da Segurança Nacional, símbolo do poder do Fatah. Doze pessoas ficaram feridas, de acordo com fontes oficiais, e o Fatah e o Hamas seqüestraram, ao todo, 40 de seus soldados combatentes. A má vontade diante do acordo ficou evidente já no início de uma das reuniões ocorridas na noite de sexta-feira entre as facções para acertar a forma de aplicar o cessar-fogo. Desconhecidos atiraram no carro do chefe da delegação egípcia, Burhan Hamad, intermediário nas negociações. A delegação do Fatah também foi recebida a tiros e oito pessoas ficaram feridas, segundo fontes de segurança.Neste sábado, o fechamento das ruas e os tiroteios contínuos tornaram muitas ruas intransitáveis, impedindo, como já ocorreu na sexta-feira, a chegada de ambulâncias. Os colégios, onde o segundo semestre letivo deveria começar neste sábado, após duas semanas de férias, continuam fechados, assim como os ministérios e a maioria das lojas.Antes que fosse decretada a nova trégua, três dias e meio após a entrada em vigor da anterior, a violência entre grupos armados já tinha deixado 25 mortos e cerca de 250 feridos em pouco mais de 24 horas.

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