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Premier palestino pede formação rápida de novo governo

O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, membro do grupo Hamas, pediu nesta sexta-feira, 2, a líderes de facções palestinas que concluam o processo de escolha dos ministros a participarem de um governo de coalizão nacional, alertando que um atraso poderia dar força aos críticos do acordo. Haniyeh conclamou o Fatah, facção ligada ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, e outros grupos a apresentarem seus candidatos nesta sexta, antes do encontro dele com Abbas marcado para acontecer na Faixa de Gaza. Mas autoridades do Hamas e do Fatah disseram precisar de mais tempo para as negociações. A composição definitiva do novo governo pode continuar indefinida por mais uma semana, afirmou um membro do grupo militante. Em declarações dadas em uma mesquita da cidade de Gaza antes das orações desta sexta, Haniyeh disse que sua meta era formar um governo de unidade rapidamente a fim de "fechar a porta para os que desejam nos fazer retroceder e que desejam pressionar o povo, o presidente e o governo". Demora sem explicação Autoridades do Hamas e da Fatah não ofereceram nenhuma explicação para a demora em definir o nome dos ministros, e não se sabe quanto tempo mais duraria o processo. Os dois lados prometeram acelerar a formação do governo de unidade nacional, mas não ofereceram maiores detalhes sobre seus esforços. "Concluímos as consultas com as facções, os blocos parlamentares e líderes palestinos. E pedimos que as facções e os blocos parlamentares forneçam os nomes de seus candidatos dentro dos próximos dias", afirmou o premiê. Ghazi Hamad, um assessor de Haniyeh, disse prever que o presidente e o premiê reúnam-se na cidade de Gaza no próximo domingo, 4, e não no sábado como planejado anteriormente. Mas não se sabe se algumas das principais questões ainda em aberto poderiam estar resolvidas até então. Os dois grupos assinaram um acordo de parceria no mês passado, em Meca (Arábia Saudita). Esse documento conseguiu esfriar os conflitos internos nos territórios palestinos, mas não chegou a atender às exigências feitas pelo Quarteto de mediadores do Oriente Médio. O acordo possui uma promessa vaga de "respeitar" os tratados de paz já firmados entre palestinos e israelenses. No entanto, não compromete o governo de unidade nacional a seguir esses pactos, não determina que ele reconhecerá Israel e nem o obriga a renunciar à violência, conforme exigem os mediadores.

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