Premier palestino: 'situação difícil' sem impostos retidos por Israel

Governo em Jerusalém decidiu não repassar fundos depois do acordo entre Hamas e Fatah

AE, Agência Estado

09 de maio de 2011 | 15h46

RAMALLAH - O primeiro-ministro palestino Salam Fayyad disse nesta segunda-feira, 9, que o fato de Israel ter confiscado milhões de dólares em impostos fez com que o governo na Cisjordânia não tenha capacidade para pagar os salários de 160 mil funcionários públicos. Segundo Fayyad, seu governo está "numa situação financeira muito difícil".

 

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Israel recolhe cerca de US$ 100 milhões em impostos aduaneiros e de outros tipos que são repassados para os palestinos a cada mês. O restante dos recursos da administração palestina vem de impostos locais e ajuda do Ocidente, principalmente da Uniao Europeia.

 

Neste mês, Israel disse que reteria os fundos em protesto pelo acordo de reconciliação entre o Fatah, grupo do presidente Mahmud Abbas, que governa a Cisjordânia, e o Hamas, que controla a Faixa de Gaza. Israel considera o Hamas um grupo terrorista.

 

Em coletiva de imprensa realizada na Cisjordânia, Fayyad declarou que os salários dos funcionários deveriam ter sido pagos na semana passada.

 

Com AP

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