Premier russo "profundamente preocupado" com caso Yukos

Desafiando uma advertência do presidente russo, Vladimir Putin, para manter-se fora do caso, o primeiro-ministro Mikhail Kasyanov manifestou-se "profundamente preocupado" com o embargo das ações da Yukos - segunda maior empresa petrolífera russa, que teve seu presidente detido na semana passada, algemado e confinado numa prisão moscotiva. "O congelamento das ações de uma sociedade que negocia seus papéis na Bolsa de Valores é um fenômeno novo e suas conseqüências são difíceis de prever", alertou o primeiro-ministro. E acrescentou: "Isso é uma forma de pressão."Apontado como homem mais rico do país (com fortuna estimada em US$ 8 bilhões), o presidente da Yukos, Mikhail Khodorkovski, foi acusado judicialmente, entre outros delitos, de sonegação de impostos (quase US$ 2 bilhões). Isso logo depois de ter anunciado que apoiaria a oposição liberal no Parlamento, num claro braço de ferro com Putin, que deseja se reeleger.Na esteira desse conflito já caiu o "padrinho" do magnata no Kremlin, Alexander Voloshin. Representante dos oligarcas e amigos do ex-presidente Boris Yeltsin, ele ocupava o poderoso cargo de chefe do Gabinete - com mais poderes, na prática, que o primeiro-ministro. Putin nomeou para o lugar dele Dmitri Medvedev, um advogado de 38 anos, tido como liberal.

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