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Premier tailandês resiste a dissolver Parlamento

O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, apoiado por uma grande força militar, rejeitou hoje um ultimato para dissolver o Parlamento. Apesar disso, dezenas de milhares de manifestantes prometem continuar a protestar e pedir um novo governo para o país. Antes, os manifestantes exigiam que o líder político convocasse hoje, ao meio-dia, novas eleições. Agora, adiaram o prazo para as 18 horas de amanhã (hora local).

AE-AP, Agencia Estado

15 de março de 2010 | 13h17

Os organizadores do protesto ameaçam jogar sangue em frente à Casa de Governo, onde geralmente trabalha o primeiro-ministro. "O sangue será retirado do corpo e da alma democrática dos Camisas Vermelhas", afirmou um líder do protesto, Nutthawut Saikua, referindo-se ao nome popular dos manifestantes, que, em geral, usam vermelho.

Um funcionário da Cruz Vermelha demonstrou preocupação com a higiene, após os manifestantes anunciarem a modalidade de protesto, que deve incluir a retirada de sangue de muitas pessoas. A entidade disse ainda que esse sangue poderia "salvar muitas vidas", caso não fosse destinado a ser jogado em frente ao prédio da administração pública.

No primeiro caso registrado de violência nos protestos, dois soldados foram feridos quando quatro granadas explodiram no 1º Regimento de Infantaria, segundo um porta-voz do Exército. Ele não culpou os manifestantes, mas afirmou que informações de inteligência apontam que alguns elementos já planejavam esse tipo de ataque. As granadas partiram de um lançador M-79, segundo o porta-voz.

Negociações

O primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva, principal alvo dos protestos, afirmou que não atenderá ao pedido dos manifestantes para dissolver o Parlamento. Ele deixou um espaço aberto, porém, para negociações. "Pedir a dissolução do Parlamento antes do meio-dia em troca do fim das manifestações, nós todos concordamos que isso não pode ser feito. Isso, porém, não quer dizer que a coalizão governista não possa ouvir as ideias deles", afirmou Abhisit, em pronunciamento na televisão nacional.

Os manifestantes questionam a legitimidade da posse de Abhisit, com a conivência dos militares e de outros setores da tradicional classe dominante, alarmados com a popularidade do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, particularmente entre os mais pobres. Thaksin tornou-se primeiro-ministro em 2001 e seu partido obteve facilmente duas vitórias eleitorais. No entanto, ele foi deposto em 2006 por um golpe militar, por supostos problemas com corrupção e abuso de poder.

Cerca de cem mil manifestantes se reuniram hoje em Bangcoc para protestar. Autoridades municipais afirmaram que há alguns problemas de trânsito pela capital, mas ele foi amenizado pelo fato de muitos funcionários públicos ficarem em casa, temendo a violência. Algumas escolas internacionais estavam fechadas.

A Tailândia enfrenta constantes crises políticas desde o início de 2006, quando começaram a ocorrer protestos contra Thaksin. Em 2008, quando os aliados de Thaksin voltaram ao poder, seus opositores ocuparam o escritório do primeiro-ministro por três meses e tomaram dois aeroportos de Bangcoc por uma semana.

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