Premiês de China e Japão se reúnem sob sombra da Coreia do Norte

O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, disse na quarta-feira ao seu colega do Japão, Taro Aso, que as relações entre os dois países são importantes para ambos, abrindo um diálogo que deve abranger também a ameaça norte-coreana de realizar mais um teste nuclear.

YOKO KUBOTA, REUTERS

29 de abril de 2009 | 10h06

A China criticou na semana passada o premiê nacionalista do Japão por fazer uma oferenda no templo Yasukuni, em Tóquio, que homenageia mortos em guerras e é visto por Pequim como um símbolo do passado militarista japonês.

Mas, ao receber Aso no primeiro dos dois dias da visita dele a Pequim, Wen adotou um tom mais conciliador. Disse diante de jornalistas que uma relação amistosa "é adequada aos interesses fundamentais dos povos de ambos os países" e que eventuais problemas devem ser tratados "prudente e apropriadamente."

Mas seu esforço para passar uma mensagem otimista acerca de cooperação econômica deve ser ofuscado pela ameaça norte-coreana de realizar mais testes com mísseis e armas nucleares, agravando a pressão regional.

Em suas declarações diante dos jornalistas, nenhum dos líderes citou a Coreia do Norte. Mas a TV japonesa NHK disse que o assunto deve ser discutido, já que a região ainda vive sob a tensão provocada pelo lançamento de um foguete norte-coreano no último dia 5.

Antes, Aso afirmou que também deveria falar com os líderes chineses sobre a ameaça da gripe suína.

As relações entre Pequim e Tóquio atingiram um momento ruim durante o governo de Junichiro Koizumi (2001-06), em grande parte por causa das visitas dele a Yasukuni. A situação melhorou depois que os sucessores de Koizumi, inclusive Aso, prometeram evitar peregrinações ao templo.

Mas as polêmicas em torno da forma como o Japão trata as lembranças da Segunda Guerra Mundial continuam afetando as relações, e a desconfiança mútua permanece arraigada entre cidadãos dos dois países.

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