Francois Lenoir/Reuters
Francois Lenoir/Reuters

Prêmio Nobel da Paz fica com a União Europeia

Júri destaca a reconciliação na Europa e o estabelecimento da democracia e dos direitos humanos

Efe

12 de outubro de 2012 | 06h10

Texto atualizado às 13h08

 

OSLO - A União Europeia (UE) é a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2012. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira, 12, pelo Comitê Nobel da Noruega, em Oslo. O júri justificou a escolha destacando as conquistas para "o avanço da paz e a reconciliação" na Europa, assim como para o estabelecimento "da democracia e dos direitos humanos" no continente.

 

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De acordo com os responsáveis pelo prêmio, "o maior êxito" da UE foi fazer "a paz, a democracia e os direitos humanos" germinarem na Europa, e que a "guerra continental", em referência à Segunda Guerra Mundial, acabasse na "paz continental". O júri ressaltou ainda a "luta não violenta pela segurança das mulheres e pelos direitos das mulheres de participar plenamente das tarefas de pacificação".

 

Reação

 

O presidente da Comissão Europeia (órgão executivo da UE), José Manuel Barroso, assinalou nesta sexta-feira que "é uma grande honra" para a UE ter sido agraciada com o prêmio. Barroso fez a declaração em seu pronunciamento para a imprensa, ao mesmo tempo em que destacou que a UE conseguiu reunir 27 países sob os valores "do respeito, do império da lei e dos direitos humanos".

 

Após ser divulgada a concessão do prêmio, a Comissão Europeia felicitou todos os cidadãos europeus também por meio de uma mensagem no Twitter. "Um reconhecimento muito bem-vindo para a União Europeia por seu papel único como força da paz e da estabilidade entre 27 países e 500 milhões de habitantes", assinalou a vice-presidente e comissária europeia de Justiça, Viviane Reding.

 

Criada em 1957 por seis países que assinaram o Tratado de Roma, a Comunidade Europeia se ampliou progressivamente até chegar aos 27 Estados que a formam na atualidade.

 

Em 2011, o Nobel da Paz foi concedido a três mulheres: a presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, a também liberiana Leymah Gbowee e a ativista iemenita Tawakkul Karman. 

 

Os prêmios

 

Depois dos anúncios das láureas referentes a Medicina, Física, Química e Literatura, resta apenas o prêmio de Economia, que será anunciado na próxima segunda-feira. De acordo com a tradição, a entrega do Nobel será realizada em duas cerimônias paralelas: em Oslo para o da Paz, e em Estocolmo para os demais, no dia 10 de dezembro, coincidindo com o aniversário da morte de Alfred Nobel.

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