Sabri Elmhedwi/Efe
Sabri Elmhedwi/Efe

Prêmio Sakharov será entregue a 3 ativistas da Primavera Árabe

Confirmaram presença a egípcia Asmaa Mahfouz, o líbio Ahmed al-Sanusi e o sírio Ali Farzat

14 de dezembro de 2011 | 08h42

 

 

ESTRASBURGO - O Parlamento Europeu concede nesta quarta-feira, 14, o Prêmio Sakharov para Liberdade de Pensamento para cinco ativistas da Primavera Árabe, embora só três deles poderão recebê-lo pessoalmente na cerimônia em Estrasburgo.

Confirmaram presença, a egípcia Asmaa Mahfouz, o líbio Ahmed al-Sanusi e o sírio Ali Farzat.

A ativista síria Razan Zaitoneh permanece escondida em seu país e não irá à cerimônia.

Para o tunisiano Mohammed Bouazizi, quem ateou fogo ao próprio corpo nas revoltas populares que acabaram com 23 anos de mandato do presidente Zine el Abidine Ben Ali, o prêmio é póstumo.

Os grandes grupos do Parlamento Europeu - os populares, os socialistas, os liberais e a aliança dos verdes - escolheram conjuntamente as candidaturas dos cinco ativistas da Primavera Árabe.

Mahfouz, uma jovem de 26 anos, representa a luta egípcia na Praça Tahrir, pois seu vídeo postado na rede social Facebook incentivava os jovens a manifestarem-se no centro do Cairo recebeu grande apoio.

Ahmed al-Sanusi é considerado o mais antigo "preso político". Ele foi acusado de conspiração pelo regime de Muammar Kadafi e condenado a 31 anos em prisão.

Jornalista e advogada, Zaitoneh luta na Síria pelos direitos humanos.

Ali Farzat, também sírio, é um famoso cartunista que criticou durante anos com charges em jornais de todo o mundo contra o regime de Bashar al Assad.

O Prêmio Sakharov para Liberdade de Pensamento é uma homenagem ao físico e dissidente político soviético Andrei Sakharov.

Desde 1988, o Parlamento Europeu entrega a distinção todos os anos a pessoas e organizações que tenham contribuído de forma significativa à luta pelos direitos humanos e a democracia.

A ausência dos premiados costuma ser uma prova a mais da falta de liberdade que os levou a defender suas causas.

No ano passado, o dissidente cubano Guillermo Farinãs não recebeu permissão do regime de Havana para receber a premiação.

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