Preocupação maior é com sepultamentos, diz Jobim sobre Haiti

Ministro sugeriu a presidente do Haiti, René Préval criação de valas coletivas e individuais para enterrar vítimas

Gerusa Marques e Rosana de Cássia, Agência Estado

21 de janeiro de 2010 | 10h25

Jobim e Dilma Roussef (Casa Civil) participam de reunião ao lado de Lula. Foto: Celso Júnior/AE

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, iniciou a sua exposição na reunião ministerial que está sendo realizada na Granja do Torto, em Brasília, relatando uma conversa que teve com o responsável militar da Missão de Estabilização da Organização das Nações Unidas para o Haiti (Minustah), general Floriano Peixoto Vieira Neto. Jobim reafirmou que a maior preocupação é com o sepultamento dos mortos, já que muitos corpos estão sendo deixados na rua e em frente ao hospital da Minustah em Porto Príncipe.

 

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O ministro disse que sugeriu ao presidente do Haiti, René Préval, que a engenharia das Nações Unidas fizesse valas coletivas e individuais para o sepultamento. Autoridades do país caribenho estimam que o número de mortos na tragédia possa passar de 200 mil. A exposição de Jobim foi captada pelas câmeras de TV que registraram hoje de manhã o início da reunião, que é fechada para a imprensa.

Militares mortos

Foi publicado hoje no Diário Oficial da União decreto com a promoção post mortem dos militares João Eliseu Souza Zanin e Emílio Carlos Torres dos Santos . Coronéis das Armas de Artilharia e de Infantaria, respectivamente, os dois foram promovidos a General-de-Brigada Combatente. Eles morreram no terremoto do Haiti, no último dia 12. Os corpos de 17 militares brasileiros mortos no Haiti estão sendo velados na Base Aérea de Brasília, e serão homenageados em cerimônia marcada para as 16 horas, na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros.

 

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