Preocupações sobre sonda em cometa persistem

A nave espacial Rosetta começou a perfuração abaixo da superfície no cometa em que pousou, mas os cientistas da Agência Espacial Europeia ainda não sabem exatamente onde a sonda Philae está no cometa e estão apreensivos para que as baterias aguentem tempo suficiente para que eles possam obter dados de mineração e ajustar a posição da a nave espacial.

Estadão Conteúdo

14 Novembro 2014 | 17h37

Controladores da missão afirmaram que o robô Philae consegue perfurar 25 centímetros no cometa para começar a coletar amostras, mas não está claro se ele terá bateria suficiente para voltar com qualquer informação.

A sonda tem uma estimativa de 64 horas de energia da bateria, mas tem de contar com painéis de energia solar para gerar eletricidade depois disso. Os cientistas esperam que Philae consiga fazer contato ainda nesta sexta-feira. A agência disse que iria fornecer uma atualização durante o fim de semana.

Os controladores ainda não conseguiram determinar a posição exata do robô, mas fotografias indicam que ele está próximo a um penhasco que está impedindo que a luz solar chegue aos painéis. Se a bateria ainda estiver funcionando e os cientistas conseguirem extrair dados científicos do robô, eles vão movimentar Philae para que ela consiga captar melhor a luz solar.

Enquanto isso, a nave-mãe da Rosetta, que está cruzando o espaço junto com o cometa, usará seus 11 instrumentos para analisar o cometa ao longo dos próximos meses.

Os cientistas esperam que o projeto de US$ 1,6 bilhões (1,3 bilhões de euros) que foi lançado há uma década ajude a responder questões sobre a origem do universo e da vida na Terra. Fonte: Associated Press.

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