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Preparativos de ofensiva em Raqqa não estão ao nível anunciado, diz fonte

Porta-voz da Frente dos Revolucionários de Raqqa, Mahmoud Hadi, disse que desenvolvimento da ofensiva contra o Estado Islâmico em Mossul, no Iraque, determinará operação em solo sírio; na terça, secretário de Defesa dos EUA afirmou que começou preparativos com aliados para isolar reduto jihadista na Síria

O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2016 | 16h01

DAMASCO - Os preparativos de uma ofensiva para arrebatar do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) o controle da cidade síria de Raqqa "não estão ao nível solicitado e nem em proporção com as declarações da coalizão internacional", disse nesta quarta-feira, 26, um dirigente rebelde local. "Ainda não foi determinado quais serão as forças que participarão da batalha, se serão internacionais, neste caso EUA, ou locais", explicou por telefone o porta-voz da Frente dos Revolucionários de Raqqa, Mahmoud Hadi.

Hadi disse que a ofensiva para cercar Raqqa, principal reduto do EI na Síria, poderia começar antes de fim de ano, "mas estará relacionada com o que ocorrer em Mossul", reduto dos radicais no Iraque. A Frente dos Revolucionários de Raqqa é integrada por combatentes originais desta zona e luta emoldurada nas Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança armada curdo-árabe que recebe o respaldo de Washington.

Na terça-feira, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, afirmou em Paris que tinham começado os preparativos junto a seus aliados para uma operação com o alvo de isolar Raqqa, durante uma entrevista coletiva com seu colega francês, Jean-Yves Le Drian.

Ambos responsáveis participaram na capital francesa de uma reunião ministerial com representação de outros 11 países da coalizão, entre eles Espanha, Reino Unido e Alemanha. O chefe do Pentágono considerou que para este plano "fazem falta forças locais capazes e motivadas", pois a meta é "vencer o EI a longo prazo".

Carter não deu prazos sobre essa ofensiva, que poderia coincidir com a de Mossul e incluir forças de assalto. / EFE

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