Preparativos para a guerra contra o Iraque ganham corpo

Os preparativos para a guerra no Iraque ganharam corpo hoje entre os aliados dos EUA no continente europeu, com destaque para a Grã-Bretanha, que convocou reservistas para um possível ataque e anunciou ter autorizado o envio de uma "significativa" força anfíbia para a região, "se for necessário".Ao mesmo tempo, o presidente francês, Jacques Chirac, pôs de sobreaviso as tropas francesas e especula-se que o chanceler alemão, Gerhard Schroeder, poderia mudar posição sobre não se envolver no conflito.Em Washington, o diretor de Comunicações Estratégicas do Comando Central militar dos EUA, Jim Wilkinson, confirmou hoje a decisão de enviar os planejadores de batalhas para bases americanas no Catar, um Estado no Golfo Pérsico. "O comando Central continua a enviar pessoal para a região e de lá para cá", disse Wilkinson. "Nós nos recusamos a discutir deslocamentos com antecipação. Contudo, vocês podem aguardar contínuos desembarques no Catar e outros lugares, em apoio às atividades diplomáticas em andamento." O chefe dos inspetores de armas da ONU, Hans Blix, criticará o Iraque no relatório preliminar que apresentará na quinta-feira perante o Conselho de Segurança da ONU, informou o diário alemão Tageszeitung, fazendo referência a fontes na própria sede da organização, em Nova York. Blix dirá que os iraquianos ainda não responderam satisfatoriamente a parte das dúvidas levantadas depois da apresentação de seu informe ao Conselho de Segurança, em dezembro. Mas ele também enfatizará que o Iraque vem colaborando com os inspetores.Hoje, o Exército iraquiano informou que dois civis foram mortos e 13 feridos em bombardeios da aviação americana na zona de exclusão aérea no sul do Iraque. Segundo o Comando Central dos EUA, foram atacados com armas de precisão apenas radares militares móveis, em "resposta a disparos da artilharia iraquiana" contra os aviões anglo-americanos que patrulham a região. EUA e Grã-Bretanha estabeleceram zonas de exclusão aérea no norte e sul do Iraque depois da Guerra do Golfo (1991) e as sobrevoam quase diariamente, para bombardear supostos alvos militares.

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