Presença de Annan não impede confrontos na Síria

Novos confrontos entre soldados e rebeldes foram registrados em muitas partes da Síria nesta sexta-feira, enquanto o enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Liga Árabe, Kofi Annan, pedia ao governo de Bashar Assad que baixa suas armas e encerre imediatamente a crise no país.

AE, Agência Estado

30 Março 2012 | 13h00

No início da semana, Assad aceitou o plano de paz apresentado por Annan, mas o derramamento de sangue continua apesar dos pedidos de cessar-fogo. A oposição está profundamente cética em relação à aplicação do plano por Assad e diz que o presidente aceitou o acordo apenas para ganhar tempo, enquanto suas forças continuam a sangrenta campanha para esmagar a oposição.

"Primeiro o governo deve parar e então discutir o fim das hostilidades com o outro lado", disse o porta-voz de Annan, Ahmad Fawzi, a jornalistas em Genebra. "Estamos apelando ao lado mais forte que faça um gesto de boa fé...O prazo final é agora."

Nesta sexta-feira, ativistas relataram confrontos nos subúrbios de Damasco, na província de Idlib, na província central de Homs e no leste da Síria. O grupo ativista Comitês de Coordenação Locais (CCL) disse que 15 pessoas foram mortas em todo o país, dentre elas oito que morreram na cidade de Quriya, na província de Deir el-Zor. No local, forças de segurança abriram fogo para dispersas manifestantes contrários ao governo, o que provocou violentos confrontos com rebeldes.

O CCL e o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos também relataram intensos confrontos entre forças do governo e desertores nos subúrbios de Damasco, entre as cidades de Zamalka e Arbeen.

Em Damasco, tropas abriram fogo contra manifestantes no distrito de Kafar Souseh, matando pelo menos uma pessoa.

Milhares de sírios em todo o país realizaram protestos pedindo a queda de Assad ao deixarem as mesquitas após as orações de sexta-feira. Muitos também protestavam contra as resoluções adotadas pelos líderes da Liga Árabe, que se reuniram em Bagdá na quinta-feira. Os líderes pediram negociações entre o governo e a oposição, mas não a saída de Assad. As informações são da Associated Press.

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