Presença de militares dos EUA na Colômbia causa polêmica

O candidato presidencial da oposição liberal Horacio Serpa pediu ao governo explicações sobre a presença de dois militares dos EUA em San Vicente del Caguán, na Colômbia. "Sempre fui e sou inimigo do envio de tropas estrangeiras a nosso país e por isso me surpreendi ao ver dois militares americanos em uniforme de combate em uma zona de operações militares", disse hoje Serpa à rádio Caracol.Os militares acompanharam o presidente Andrés Pastrana no sábado durante o ato simbólico de recuperação de San Vicente del Caguán após mais de três anos de controle do município pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) para a realização das fracassadas negociações de paz. O comandante da Força Aérea colombiana (FAC), general Héctor Fabio Velasco, disse à rádio que os dois militares norte-americanos estavam presentes à cerimônia na qualidade de "observadores" porque a operação de recuperação de Caguán pelas Forças Armadas foi "nitidamente executada pelas forças militares da Colômbia". "Essas pessoas não tiveram nenhuma função nas operações que estamos executando", disse o militar.Enquanto Serpa pedia explicações ao governo, o candidato favorito nas pesquisas, Alvaro Uribe Vélez, disse que apóia o Plano Colômbia contra o narcotráfico, no qual trabalham assessores militares norte-americanos, e pediu que ele seja estendido à luta antiguerrilha. "Há assessores americanos para o Plano Colômbia. Eu o apoiei e pedi que seja fortalecido com interceptação aérea porque há informes de que saem diariamente da Colômbia 20 aviões carregados de coca e não temos tecnologia para a interceptação aérea", disse o dirigente independente em entrevista à Rádio Cadeia Nacional (RCN). "O Plano Colômbia deve estender-se para frear o terrorismo, frear os massacres e a tomada de municípios pela guerrilha".

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