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Presença de mulheres em cargos políticos de destaque estagnou em 2016 no mundo

Enquanto em 2015 havia 19 chefes de Estado do sexo feminino, no ano seguinte número foi reduzido para 17; ONU qualifica dado como ‘preocupante’

O Estado de S.Paulo

16 de março de 2017 | 08h12

NAÇÕES UNIDAS - O número de mulheres que ocupam funções importantes na política estagnou em 2016 no mundo, segundo dados publicados na quarta-feira pela ONU. A informação foi qualificada como "preocupante" pela agência das Nações Unidas para a igualdade de gênero.

Em 2016 havia 17 mulheres chefes de Estado e de governo, contra 19 no ano anterior. O público feminino ganhou 22,3% de cadeiras nas eleições de 2016, o que representa uma baixa em relação aos 25% de 2015.

"Estes resultados são um sinal de alarme", destacou Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora da agência ONU Mulheres. "Continua faltando a voz das mulheres lá, onde é mais necessário", acrescentou ela durante uma coletiva de imprensa. A funcionária qualificou os dados, assim como a incapacidade de melhorar o grau de representação das mulheres na vida política, como "preocupantes".

A participação global das mulheres eleitas para os Parlamentos nacionais, entretanto, aumentou ligeiramente de 22,6% em 2015 para 23,3% em 2016, segundo cifras fornecidas pela União Interparlamentar (UIP) e pela ONU Mulheres em uma conferência das Nações Unidas de duas semanas sobre igualdade de gênero.

"O poder continua firmemente nas mãos dos homens", disse o secretário-geral da UIP, Martin Chungong, que atribuiu a falta de avanços à pouca vontade política.

Bulgária, Canadá, França, Nicarágua e Suécia têm governos paritários, nos quais as mulheres ministras são, pelo menos, tão numerosas quanto os homens. A maioria das ministras no mundo é encarregada das pastas de Ambiente, Energia e Recursos Naturais, e Assuntos Sociais.

Após ter registrado altas porcentagens de ministras, Finlândia e Cabo Verde reduziram drasticamente sua participação em 2016. A presença das mulheres na política também retrocedeu na África, embora tenha havido um progresso importante nas ilhas do Pacífico. / AFP

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